Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007

Entrevista ao Dr. Nuno Ramos, do CEAR

    A descrição da visita ao CEAR foi interrompida, mas era necessário expressarmos o nosso contentamento. Vamos retomá-la com a entrevista ao Dr. Nuno Ramos, no dia 19 de Novembro de 2007.

 

E.: Quais as maiores dificuldades com que se deparam no funcionamento do Centro?

Dr. Nuno Ramos: Nós fomos eliminando as dificuldades que tivemos. A maior será possivelmente estarmos longe do nosso público-alvo. É um pouco difícil cá chegar, porque as pessoas têm que alugar um autocarro ou vir de comboio e isso tem um custo, que nós ajudamos a diminuir na medida do possível, eliminando os custos das visitas. Antes a entrada e as visitas eram pagas, mas nós decidimos que iriam passar a ser gratuitas, para o nosso público-alvo poder frequentar e aproveitar ao máximo as instalações. De resto o Centro funciona sem problemas.

E.: Ao nível de diagnosticar o que está a ser feito para a preservação da Ribeira do Espírito Santo, por que é importante preservar a Ribeira do Espírito Santo?

Dr. N.R.: É importante preservar qualquer linha de água, esta teve uma certa prioridade porque foi também decidido construir aqui o Centro de Educação Ambiental. Foi esta a única razão para a recuperação da Ribeira do Espírito Santo ser mais rápida, porque é tão importante requalificar esta como outras, seja qual for a sua localização.

E.: Que diligências foram ou estão a ser feitas para sensibilizar a população para a importância desta reabilitação/requalificação?

Dr. N.R.: Quando foi construída a rede de saneamento todas as pessoas foram informadas quanto à importância da ligação das suas casas à rede, essa foi a diligência feita junto da população. Embora não o tenhamos feito “porta-a-porta”, toda a população terá recebido o aviso para ligar a casa ao saneamento. Isto foi feito numa fase inicial, para desviar os esgotos da ribeira. Actualmente, para sensibilizar as pessoas, existe o CEAR, que faz as acções junto da comunidade escolar e está aberto ao público em geral. Penso que não deve haver muitas pessoas em Arcozelo que não conheçam o Centro, estas podem sempre passar cá e levar os nossos panfletos. As nossas acções também são divulgadas, por exemplo, nas facturas da água. Nós tentamos transmitir a mensagem à população e penso que nesse aspecto somos muito bem sucedidos.

E.: Em relação ao futuro do CEAR, quais são os vossos principais projectos?

Dr. N.R.: A nossa principal ideia é continuarmos a receber a população escolar, porque achamos que é extremamente importante sensibilizar a mesma. O Centro também tem actividades no âmbito da Bandeira Azul, que penso que serão para continuar. Estamos ainda a desenvolver newsletters, parcerias com escolas que já nos tenham visitado.

 

E.: E não cabe nesses projectos a continuação da reabilitação da ribeira acima da Estrada 109?

Dr. N.R.: Na minha opinião, penso que não vale a pena reabilitar essa área, porque devemos apenas fazê-lo quando a área está num estado muito mau. Quando está entubada, emparedada ou passa junto de casas, aí vale a pena reabilitá-la, mas acima da Estrada 109 há uma série de terrenos selvagens, pelos quais a ribeira passa, intocável. Mas se me perguntarem se vale a pena investir num caminho pedonal para as pessoas apreciarem a beleza do rio, nesse caso é diferente. O que não vale a pena é estarmos a reabilitar algo que não necessita, porque acima da Estrada 109 temos o rio a correr em meandros, como seria natural, e com toda a vegetação e as espécies que seriam de esperar. Se calhar vale a pena construir o tal caminho pedonal, mas só se tivermos a certeza que as pessoas não vão estragar a zona.

E.: Como sabe, além do diagnóstico da vila, também faz parte do nosso projecto a criação de ideias para o melhoramento de Arcozelo. Nesse sentido, o que pensa da possibilidade de ligarmos o passadiço existente junto ao mar à parte central da vila, por exemplo, até ao Parque de Manutenção?

Dr. N.R.: Seria uma ligação esplêndida, mas tenho alguma dificuldade em dar-vos uma opinião sobre esse assunto, porque não está previsto nenhum projecto desse tipo e porque há uma série de terrenos agrícolas, que exigem uma negociação para ser autorizada a passagem do caminho pedonal. Além disso, da Estrada 109 para cima seria difícil seguir o curso da Ribeira do Espírito Santo. É possível construir o passadiço, mas temos que pesar bem os prós e os contras, para o construirmos temos que ter a certeza de que as pessoas o vão utilizar. Há que ter também em atenção que, depois de o construir, é preciso mantê-lo.

publicado por Coincya às 16:45
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