Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007

Visita ao CEAR

    No dia 19 de Novembro de 2007, entre as 14 horas e 30 minutos e as 17 horas, realizamos uma visita ao Centro de Educação Ambiental das Ribeiras de Gaia (CEAR).

  

Entrada principal do CEAR

Esta actividade, com o acompanhamento do Dr. Nuno Ramos, iniciou-se com o conhecimento das instalações do Centro, tendo sido concluída com uma entrevista ao responsável do CEAR acima referido.

 

Estátua de Bronze representativa de um pescador de enguias

 

    "O CEAR é constituído por dois edíficios, no primeiro temos o Auditório e no outro a Biblioteca, a Sala dos Aquários e a Sala de Monitorização da Qualidade da Água. Recebemos visitas de vários grupos de diferentes faixas etárias, desde os jardins de infância até às faculdades. Temos dois programas de educação ambiental, onde divulgamos os nossos objectivos, um para as crianças mais pequenas – dos 3 aos 10 anos – e outro para as restantes idades. O Centro tem entrada livre, tanto para as pessoas que cá vêm individualmente, como para as visitas guiadas. Os “particulares”, após um simples registo, têm acesso aos recursos por nós oferecidos, nomeadamente, a Biblioteca e os computadores com ligação à Internet – estando estes obviamente limitados a uma utilização ligada às temáticas ambientais. No entanto, não poderão usufruir duma visita guiada, pois estas estão obviamente limitadas a um número mínimo de pessoas.

 

   

Biblioteca e Sala de Monotorização da qualidade da água

 

    A Sala dos Aquários está disposta de uma forma que permite aos visitantes fazerem uma “viagem” desde a nascente até à foz do rio. Temos todo o tipo de animais referentes ao ecossistema marinho – peixes, anfíbios, répteis, crustáceos. Cada zona do rio – nascente, zona média e zona inferior – tem uma legenda própria a descrever as suas principais características. O rio aqui representado não é aquele que temos na vila de Arcozelo, mas sim um exemplo de um rio qualquer que nos permite fazer uma “viagem virtual” pelo mesmo. Nas legendas estão também presentes informações sobre os animais que temos nos aquários. Aqui no Centro não temos o hábito de referir características especiais dos animais, por uma razão muito simples: as legendas estão muito bem construídas, o que permite às pessoas adquirirem o seu próprio conhecimento. Nalguns aquários podemos observar animais exóticos, que ao contrário do que muitas pessoas pensam, não têm essa designação por virem de países tropicais ou por serem muito coloridos, mas sim porque vêm de outro ecossistema. Em contrapartida, os animais que existiram desde sempre no nosso país são designados por autóctones. Este lagostim é um exemplo do que uma espécie tropical pode fazer num ecossistema, porque a espécie autóctone que existia foi extinta após a introdução da mesma. No aquário final, que representa o estuário do rio, temos já água salobra – mistura de água doce com água salgada. Os animais que vivem nesta zona têm algumas características que lhes permitem sobreviver às diferenças de salinidade.

    Na Sala de Monitorização da Qualidade da Água damos a conhecer mais alguns animais, além dos que estão presentes nos aquários. Dependendo do rio e da qualidade da água, podemos encontrar muitos ou poucos macro-invertebrados, animais que não distinguimos facilmente e por isso nos obrigam a recolhê-los dos rios para os podermos observar. A presença de alguns destes animais na água são indicadores da qualidade da mesma. Por exemplo, se encontrarmos animais como as larvas de mosca preta ou sanguessugas, é sinal de que a água é de má qualidade. No entanto, só lhe poderemos dar essa classificação se encontrarmos apenas animais indicadores de má qualidade. Quando iniciamos o tratamento da Ribeira do Espírito Santo verificámos que havia muito pouca diversidade, mas desde então houve um “salto” grande, de modo que hoje quase todas as recolhas feitas indiciam boa qualidade de água.

    Aqui no Centro avaliamos constantemente cinco parâmetros básicos de qualidade da água: turvação, pH, temperatura, oxigénio dissolvido e condutividade.

    Quanto à reabilitação da ribeira do Espírito Santo, nós não tratamos a água do rio, tratamos sim os esgotos que vão ter ao rio. Há uma rede de saneamento ligada à ETAR da Madalena, onde os esgotos são tratados."

publicado por Coincya às 15:48
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